quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A ÚLTIMA CENA



"O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros.Se puder ser imbecil para todos , melhor ainda". 
Nelson Rodrigues




No início da disciplina nos foi proposto que interpretássemos  uma cena em dupla (Érika e Fernanda)  que ficou ao nosso critério e a escolhida foi ; A SERPENTE de Nelson Rodrigues.Esse texto é super denso , bem forte que revela também um ambiente mítico, pois duas irmãs que casaram-se no mesmo dia , com o mesmo padre e que moram no mesmo ambiente vivem uma intensa relação onde uma das irmãs(Guida) vendo toda a infelicidade da irmã(Lígia) que mesmo depois de casada ainda continua virgem , propõe a irmã infeliz que passe uma noite com o marido Paulo.
Trecho da cena:
GUIDA:-- Você quer ser feliz como eu, quer? Te dou uma noite , minha noite. E você nunca mais pensará em morrer.
Pode-se perceber o que vem por ai.
Os ensaios se deram primeiro com a leitura da peça na integra para que nos familiarizássemos com as personagens.Definimos quem seria quem já passamos a ler o texto cada uma com um personagem e depois trocamos para experimentarmos as nuances psicológicas de cada personagem. Enfim , chegamos a um consenso eu seria Guida e Nanda; Lígia. A partir dai seguimos nos ensaios colocando as seguintes intenções nas falas e depois de movimentos.Chega , talvez a parte mais difícil  enquadra as partituras realizadas em sala nas falas, mas com alguns ensaios conseguimos refinar alguns movimentos. A cada encontro fomos elaborando e dando vida alguns movimentos . O que considero bem difícil é decorar o texto e falar fazendo alguns movimentos. Mas tudo bem tudo vai dar certo.Demos nome a cena :A proposta de um novo paraíso.Agora é só aguardar a finalização da cena.

EUGÊNIO BARBA 21/02/2013

DESVENDANDO EUGÊNIO BARBA

Nessa aula, conhecemos a proposta de Barba e alguns conceitos que acrescentou muito no sentido que facilitaria a composição de partituras.

Equilíbrio precário:tira o corpo do eixo para dar uma outra estrutura que o corpo está vivo.

Virtude de omissão:qualidade do ator , consciência de deslocação de energia
.
Energia : concentração de uma ação , que usa uma grande quantidade de energia.

Incoerência Coerente: o teatro tem autonomia para criar outros significados (estranhamento), podendo o ator ousar na cena dando outras possibilidades.

2° MOMENTO DA AULA

Iniciamos os exercícios mais agora com alguns objetos que ajudavam na composição de partituras:bambolê, palito de dente, bambu, cama elástica, toalha à luz da proposta de BARBA, onde cada dupla pode trocar os objetos o que muito facilitou nos experimentos de movimentos.
Achei maravilhoso utilizar objetos , parece que movimentos se tornaram mais fluidos , muito embora alguns objetos exigissem maior intensidade de energia e outros menos, ritmo lento e rápido respeitando o eixo corporal do outro , ou porque não desrespeitando.E o melhor tais partituras poderão se adequar  a nossa futura e última cena para terminamos a disciplina.